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Para gerenciar melhor os crescentes volumes de dados, o setor jurídico tem buscado tecnologias emergentes como a inteligência artificial – IA.

Uma placa de computador com uma projeção holográfica em azul que mostra as letras I A

Não somente com o objetivo de elaborar e armazenar documentos, mas para refinar métodos de coleta, extração e análise de informações relacionadas a contratos.

Com base em novas e evolutivas capacidades, a IA auxilia no processo de criação e, graças à computação cognitiva ou aprendizado de máquina, aprende a completar tarefas tradicionalmente feitas por seres humanos.

Dessa forma, interfaces inteligentes podem gerar termos e condições contratuais recomendados como parte da estratégia de negociação.

Diante disso, pode se afirmar que a revolução jurídica já iniciou e tem acelerado de forma significativa os serviços jurídicos.

Cada vez mais, as ferramentas tecnológicas imprimem a carreira jurídica novas nuances e perspectivas, redefinindo o papel dos advogados. E, sem dúvidas, a inteligência artificial está no centro da pesquisa legal e na revisão de documentos.

E, entre diversos casos de uso bem-sucedidos na esfera jurídica, temos a gestão de contratos que, além de dispensar papel e trabalho manual, permite que o advogado se torne mais célere na sua prestação de serviços.

Antes de tudo – uma teoria para um novo olhar sobre a gestão de contratos

A última década testemunhou um crescente interesse em teorias de contrato de vários tipos. Mas um motivo bastante plausível para que a gestão de contratos se tornasse a “menina dos olhos” das grandes corporações, foi quando Oliver Hart e Bengt Holmström receberam o Prêmio Nobel de Economia em 2016.

Eles ganharam o prêmio por suas contribuições para a teoria dos contratos, mostrando que os contratos têm múltiplas aplicações em diversos contextos da vida real.

A pesquisa e trabalho na teoria dos contratos não apenas prova como os contratos nos ajudam a lidar com interesses conflitantes, mas também mostra a importância do gerenciamento de contratos no dia-a-dia das empresas.

Segunda os autores da teoria dos contratos, os contratos fornecem a base para uma grande parte da análise econômica. Qualquer negociação deve ser mediada por alguma forma de contrato, seja explícito ou implícito. E, nos últimos anos, os economistas se tornaram muito mais interessados ​​em relacionamentos de longo prazo.

Nestas circunstâncias, um contrato torna-se uma parte essencial do relacionamento comercial e precisam ser gerenciados de forma analítica.

Segundo os teóricos, é difícil monitorar o quanto uma parte do acordo está presa a obrigações que nem sempre são as melhores para os seus negócios ou ainda o quanto difícil especificar todas as eventualidades futuras. A pesquisa oferece conselhos práticos sobre como alcançar o melhor resultado para ambos os lados e como evitar as principais armadilhas e riscos do contrato.

Portanto, à medida que as organizações procuram se tornar mais digitais, o gerenciamento de contratos se torna primordial. Visto que envolve tarefas complexas e repetitivas e exigem constantes processos de revisão, soluções baseadas em IA estão se tornando mais difundidas e procuradas.

Além do mais, as ferramentas que podem oferecer extração de dados para análises de risco e desempenho do contrato são as mais reverenciadas por quem busca o gerenciamento do ciclo de vida do contrato.

IA – um recurso essencial para o gerenciamento holístico de contratos e competitividade

A partir do momento, que a IA pode ajudar a padronizar e acelerar processos, reduzir erros e, ainda, preservar o conhecimento, ela tem se tornado um recurso essencial para a competitividade.

E cada vez o CLM – Gerenciamento do Ciclo de Vida do Contrato – para o setor jurídico tem sido imperativo para os escritórios jurídicos que buscam expandir sua capacidade de gerenciamento.

O que se percebe no mundo tudo é que, embora muitas organizações já tenham adotado a tecnologia para armazenar contratos na nuvem, elas estão cada vez mais voltadas a soluções completas e eficientes que visam à conformidade a recursos mais amplos voltados à compliance.

Ou seja, o setor jurídico e as empresas em geral procuram cada vez mais a gestão de contratos como uma forma mais holística de avaliar conformidade, riscos, qualificação de fornecedores, entre outros elementos de forma mais estruturada.

Todos sabem que o gerenciamento de contratos contém alto grau de risco e exposição associados a não conformidade relacionada aos requisitos internos ou regulamentações governamentais externas.

A este respeito, o CLM pode ser aplicado às disposições contratuais – termos, condições, cláusulas – para uma melhor compreensão da extensão e uso da linguagem jurídica contida nos contratos.

Por esses e outros motivos, o CLM se tornou um recurso eficaz para analisar os dados mantidos em documentos contratuais de forma mais estruturada e armazenadas em um único local.

Além disso, novos recursos da IA oferece insights preditivos, o que expande a capacidade de compreender o risco de contratos existentes e a perspectiva de renovação ou de execução de um novo evento.

Lista de verificação dos 3 principais benefícios da IA aplicada à gestão de contratos:

– As ferramentas de revisão de contrato que utilizam a AI têm a capacidade de ajudar as equipes jurídicas a revisar minuciosamente conjuntos muito grandes de contratos.

– Insights sobre os níveis de desempenho do gerenciamento de contratos e as principais métricas relacionadas

– Recursos necessários para impulsionar e sustentar os níveis de desempenho ao longo do tempo

Algumas estatísticas interessantes sobre a gestão de contratos e os escritórios jurídicos:

1. 39% dos departamentos jurídicos dependem de não-advogados para gerenciar seus contratos;

2. 35% dos profissionais do direito consideram que a gestão de contratos é uma responsabilidade legal, enquanto 45% acham que é uma responsabilidade do negócio. 20% não chegaram a uma definição;

3. 65% dos profissionais da área jurídica identificaram o tempo perdido em tarefas administrativas como seu maior ponto problemático;

4. 70% dos profissionais da área jurídica usam dispositivos móveis em seu trabalho jurídico diário;

5. 40% dos departamentos jurídicos possuem uma ferramenta automatizada de gerenciamento de contratos;

6. 29% estão interessados em adotar uma ferramenta de gerenciamento de contratos, mas não sabem por onde começar;

(Fonte: Aberdeen)

Conclusão

Sem dúvidas, a combinação de advogados qualificados com as ferramentas certas pode criar uma redução de risco significativa e mensurável nas tarefas legais.

A tecnologia já provou que é capaz de substituir a pesquisa, a produção de documentos, e o gerenciamento processos.

Depois de tudo isso, a grande revolução deverá ficar por conta dos contratos inteligentes que prometem negociações sem a interferência de terceiros e a implementação automática de termos contratuais.

Mas a perspicácia nos negócios e os relacionamentos são e sempre serão particularidades dos advogados que, com a ajuda da IA, poderão tornar essas habilidades ainda mais aprimoradas.


Publicação colaborativa desenvolvida por Juridoc.com.br

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Lucas Steinmetz

Formado em jornalismo, especializado em estratégias e técnicas SEO e Professor do Instituto IbiJus. Lucas Steinmetz começou sua jornada como analista SEO dentro de um escritório de advocacia e elevou o número de acessos no blog de 20 mil para 315 mil visitas por mês. Possui mais de 11 anos de experiência em produção de conteúdo para internet. Atualmente, trabalhando em um dos mais completos métodos de marketing jurídico focado em qualidade e resultados sem ferir as normas da OAB.