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A gestão por competências é uma forma de gerenciar equipes visando alto desempenho, produtividade e retorno para o seu escritório. Ela busca identificar os pontos de excelência dos membros do time e utilizá-los em favor de toda a equipe e negócio. Assim, o escritório de advocacia é composto por pessoas trabalhando naquilo que melhor podem fazer, e não apenas cumprindo uma obrigação nem prejudicando o trabalho que poderia ser melhor realizado por outra pessoa.

Esse modelo de gestão leva em consideração diversos elementos que constituem as competências dos membros do time, sendo baseada no CHA. CHA é a sigla para Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Conhecimentos são a formação acadêmica e outros conhecimentos de cunho teórico que cada pessoa possui. Habilidades são suas competências técnicas, o que consegue executar e atitudes estão relacionadas às emoções e aos valores das pessoas.

Analisando e conhecendo o seu time de maneira completa, englobando o que ele sabe, o que ele pode fazer e com quais motivações faz, o advogado pode extrair seu melhor, o colocando em posições que estejam de acordo com essas características. O risco de não pensar dessa forma é ter, por exemplo, alguém que pode fazer muito em uma posição que contraria seus valores ou personalidade e, assim, acabe atrapalhando todo o fluxo de trabalho e reduzindo os resultados do escritório.

Mas por que a gestão por competências transforma o serviço jurídico?

Além de trazer as vantagens de negócio que comentamos antes, a gestão por competências traz vantagens competitivas. Isso acontece porque são raros os escritórios de advocacia, no Brasil, que investem nesse tipo de gestão. A maioria dos líderes de advogados possui o pensamento tradicional de que cada advogado deve trabalhar sozinho em todas as etapas processuais do caso a que foi designado.

Esse pensamento engessa o fluxo de trabalho, pois a potencialidade de uma pessoa para elaboração de back office, ou seja, petições, recursos e desenvolvimento de diversas peças pode ser reduzida se essa mesma for obrigada a realizar o atendimento jurídico inicial, aquele em que se identifica o problema do cliente, gerando um diagnóstico.

Nem sempre quem escreve bem possui as habilidades de identificação das necessidades do cliente e, dessa forma, o escritório se prejudica de diversas formas – em atendimento, em qualidade de produção e em satisfação dos colaboradores.

Resumindo, aderir à gestão de competências significa potencializar ao máximo as capacidades que uma equipe jurídica possui e assim, se colocar à frente em termos de mercado jurídico brasileiro.



Alan Vital

Alan Vital é Advogado e Programador Front End, com Pós graduação em Direito Digital e Compliance, especialista em Marketing Jurídico e Gestão de Escritórios Digitais, além de membro de comissões da OAB e da Jovem Advocacia. Consultor da ADVBOX e proprietário e criador do Aplicativo AVALIAJUS.