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Ser criativo nos negócios nem sempre é uma característica que os advogados estão acostumados. De fato, boa parte da classe segue a mesma lógica de advocacia: formam-se, especializam-se e atuam de forma generalizada nessa área. Entretanto, empreender na advocacia é indispensável para se destacar em um mercado tão saturado.

Uma mão mexe algumas peças no ar. Ela coloca um degrau em uma escada para servir de apoio a uma miniatura de advogado que está subindo. representa a possibilidade de Empreender na Advocacia

Saber empreender se tornou uma questão de sobrevivência para criar e manter clientes. Assim, desenvolver novas formas de atuação e conseguir identificar novos ramos é essencial para a escalada saudável dos escritórios.

Pensando nisso, trouxemos dicas de empreendimentos que podem ser desenvolvidos por advogados. São ideias que já foram testadas por alguns e outras que são apontadas por profissionais diversos, os quais salientam a importância de se ter advogados em áreas alternativas, muitas vezes distantes de fóruns e tribunais.

Quatro dicas para empreender na advocacia

A internet está cheia de dicas sobre como construir uma carteira de clientes. Normalmente, essas dicas transitam entre

  • dar palestras;
  • fazer networking; ou
  • integrar comissões da OAB.

Todas elas são muito importantes e, de fato, necessárias para a visibilidade do advogado. Todavia, nenhuma delas será eficiente se o seu empreendimento não estiver claro.

Portanto, uma vez escolhido o que fazer, estabeleça metas, objetivos e trace estratégias para que seja possível alcançá-lo.

A seguir, algumas dicas de como empreender na advocacia com base em atuações que já se mostraram muito efetivas na prática.

1) Use a tecnologia a seu favor

A internet está tão presente no dia a dia das pessoas, que poucos profissionais param para notar a sua importância e o quanto ela pode afetar positivamente os negócios.

O que muitos não se deram conta é que uma parcela dos adolescentes de hoje são os clientes do futuro. E qual a importância disso?

A chamada Geração Z está 100% conectada e, por isso, domina a internet desde muito cedo. Quando essa população precisar de um advogado, será à internet e às novas tecnologias que recorrerá.

Para empreender na advocacia, é necessário começar a usar a tecnologia a seu favor imediatamente, a fim de estar preparado para a chegada delas.

Eduardo Koetz, CEO da Koetz, é um exemplo de como a advocacia pode se beneficiar com a tecnologia. Há mais de quatro anos estabeleceu seu escritório online, sendo que desde o primeiro contato até o pós fechamento de contratos, não há atendimento presencial.

Hoje, seu escritório atende demandas em todo o Brasil, sem a necessidade de espaço físico ou de agendamento de reuniões. Tudo é feito de forma online.

Prazo de aplicação: curto a médio prazo, dependendo de quantas e quais as áreas do escritório serão digitalizados. Essa variação também sofrerá modificação conforme o tipo de empreendimento e tecnologia empregada.

2) Hiperespecialização

O mercado já consolidou a necessidade dos advogados se especializarem em uma área do direito. Como muitas pessoas já sabem disso, o número de advogados com especialização cresce a cada ano e a distinção está ficando cada vez mais difícil de ser alcançada.

O que pode ser uma alternativa a tudo isso é a hiperespecialização.

Se hiperespecializar seria escolher um nicho específico dentro da própria especialização. Essa proposta permite se tornar autoridade sobre um assunto muito específico que poucos tenham acesso.

Essa hiperespecialização pode ser alcançada por meio do estudo aprofundado de uma determinada lei do direito agrário, direito previdenciário, direito civil ou de qualquer outro tema jurídico.

Em termos prático, seria a atuação segmentada, por exemplo:

  • atuação específica de responsabilidade civil em face de companhias aéreas;
  • encaminhamento de aposentadoria de enfermeiras;
  • atuação em reclamatórias trabalhistas de empresas terceirizadas;
  • atuação no direito agrário, orientando a criação de animais;
  • homologação de divórcios realizados no exterior; entre outros.

Prazo de aplicação: curto a médio prazo, dependendo do comprometimento do advogado e se já atua na área. A hiperespecilização dependerá exclusivamente do tempo dedicado ao estudo das normas envolvidas.

3) Consultoria em áreas extrajudiciais para aquisição de certificação da ISO

Já que comentamos sobre a necessidade da hiperespecialização, outra dica sobre empreendimento é ser especialista em certificações, tal como a ISO.

A ISO – International Organization for Standardization – , cuja tradução seria Organização Internacional para Padronização, cria regras para facilitar o comércio e para promoção de boas práticas de gestão e avanço tecnológico.

Para que uma empresa esteja dentro dos padrões exigidos, é emitida uma certificação de adequação com as normas estabelecidas. As normas mais conhecidas são:

  • 9001: regulariza Sistemas de Gestão de Qualidade;
  • 14001: estabelece normas para a gestão de sistemas ambientais;
  • 22000: regulariza a Gestão de Segurança de Alimentos.

Mariana de Oliveira Klein, auditora e consultora de sustentabilidade, atua preventivamente com a ISO 14001. Ela é especialista na adequação das empresas antes de serem submetidas à certificação, e refere a necessidade de se ter advogados especializados nas legislações exigidas pela ISO 14001, de cunho ambiental.

“Acho interessante a participação de um advogado, pois a ISO 14001 tem como requisito estar de acordo com toda a legislação vigente. Por ter muitos critérios específicos, é difícil achar um profissional que tenha conhecimento aprofundado sobre a aplicação da matéria”, refere Mariana.

Ela ainda ressalta que se o estudo não for minucioso, é provável que a empresa não ganhe a certificação.

Similarmente às ISO’s, existem outros parâmetros de qualidade que exigem a adequação, como é o caso da OHSAS (tradução brasileira para Avaliação de Segurança e Saúde Ocupacional), cabendo ao advogado explorar as opções.

Prazo de aplicação: curto a médio prazo, dependendo do comprometimento do advogado e se já atua na área.

4) Mercados Alternativos

Com certeza você já ouviu falar do Créditos de Carbono ou da Bitcoin. E qual a relação entre elas?

Ambas surgiram com a modificação dos mercados. Assim como os Créditos de Carbono, o Bitcoin faz parte, ganharam espaço sem muitos esclarecimentos sobre a legislação aplicável.

Os Créditos de Carbono, cujos nomes originais são Reduções Certificadas de Emissões, são títulos passíveis de comercialização. Eles surgiram a partir do Protocolo de Quioto e, durante algum tempo, impasses relacionados à legislação tributária acabavam desinteressando advogados sobre a matéria.

A Bitcoin, por sua vez, é uma espécie de criptomoeda, cuja falta de regularização também resulta no desinteresse dos advogados em entender melhor a matéria.

Todavia, quando a maioria não entende o quão relevante a matéria pode ser, é que o empreendedorismo se destaca.

O que podemos tirar de ideias é que, quando a legislação ainda não for clara e exigir que se tenha cuidado com as legislações internacionais, um advogado é mais do que necessário para que as transações sejam legais.

Por isso, os mercados alternativos são uma das opções de empreendedorismo. Mesmo que posteriormente surja uma legislação restritiva, quem conhece e domina esse tipo de mercado, as leis e as formas de contratos, sai na frente dos demais profissionais que ainda descobrirão as possibilidades da matéria quando as novas legislações forem aprovadas.

Prazo de aplicação: médio a longo prazo, dependendo do comprometimento do advogado e do quão avançadas estão as legislações sobre o assunto.

Empreender na advocacia significa nunca parar de estudar

Como referido, empreender na advocacia demanda criatividade. Mas quem está sempre se atualizando, tendo visão crítica sobre as notícias do mercado, saberá onde encontrar brechas para nunca parar.

É importante que os advogados tenham em  mente que não existe fórmula mágica: nenhum sucesso virá sem que haja muito trabalho antes. Porém, se há trabalho antes, há sucesso durante e depois da caminhada. O importante é ter foco e não desistir.

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