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O mercado jurídico vem passando por transformações muito positivas nos últimos anos. Essas transformações são reflexos da virtualização das relações de trabalho, prestação de serviços e plataformas, inclusive de tribunais. Assim, o universo da advocacia atingiu um nível de imersão tecnológica que instiga práticas, e seguir essas prática e tendências do mercado jurídico é fundamental para se manter competitivo e seguro dentro do mercado.

1. Digitalização

A digitalização é o primeiro passo e vem acontecendo desde o final dos anos 90. Porém, atualmente, ela alcançou um nível tão rotineiro quanto o uso do celular. Para digitalizar um arquivo, basta fotografá-lo com seu smartphone, realizando o upload de maneira instantânea em seu software de gestão de documentos.

2. Comunicação Digital

O segundo grande fenômeno da cibercultura que atingiu em cheio o mundo jurídico, especialmente após o Facebook e o Whatsapp, foi a comunicação digital. Com ela, os advogados podem tanto responder dúvidas de seus clientes com praticidade e rapidez quanto trazer informações relevantes aos seus seguidores e fãs, criando um relacionamento contínuo e ampliado com clientes e parceiros.

3. Marketing jurídico

O marketing jurídico no Brasil sempre foi bastante complexo, afinal, o código de ética da OAB lista uma série de diretrizes que impedem os escritórios de trabalhar a publicidade da maneira tradicional. Assim, a propaganda (divulgação paga) é bastante inviável e a publicidade extremamente limitada.

Porém, como comentamos no item anterior, com as redes sociais os advogados podem utilizar seus próprios espaços para informar seus seguidores, clientes e parceiros sobre os assuntos mais importantes e atuais dentro do nicho do Direito no qual atuam.

4. Decomposição do serviço

Outra tendência mais ligada ao paradigma da profissão como um todo é a decomposição do serviço jurídico. Se no passado tínhamos um Direito Artesanal, realizado de ponta a ponta pelo mesmo profissional e no qual os processos eram “do advogado”, hoje temos, cada vez mais, equipes moldadas por um Direito Industrial, em que cada profissional é especialista em sua função e o processo é do time.

Assim, as funções são divididas de acordo com o nível de experiência de cada membro e, aqueles com conhecimento mais aprofundado, podem se focar em etapas complexas.

5. Automação

Independente do tamanho do escritório, conseguir automatizar ações repetitivas, como notificar clientes do andamento do processo, fazem parte de um dos elementos mais almejados pelos advogados atuantes hoje. Afinal, quanto mais velocidade a tecnologia nos propicia, menor o tempo que gastamos.

Por isso, todas as ferramentas que oferecem funções de automação estão ganhando cada vez mais espaço nos escritórios de advocacia.

6. Softwares de gestão modernos

A divisão do serviço acarreta, em geral, em um aumento da equipe. Assim, a gestão não se limita mais ao gerenciamento de papéis, mas a uma boa distribuição das tarefas para o time. Além disso, há a administração de relacionamento com clientes, atendimento em redes sociais, e-mail e gestão do marketing jurídico.

Como dar conta de tudo isso?

A resposta imediata é a utilização de softwares de gestão completos, que ofereçam tanto quanto for necessário de maneira integrada. GED, Business Intelligence, CRM, automações e gestão de time.


7. Hiper especialização

A hiper especialização é uma consequência quase que inevitável diante das outras tendências, especialmente para quem atua no marketing e distribui o serviço. Isso porque o marketing exige um profundo conhecimento de nicho dentro das áreas do Direito. Se você atua com Direito Empresarial, para fazer ações contundentes de marketing precisa conhecer matérias complexas e específicas dentro dessa área, a fim de obter resultados relevantes. A decomposição do trabalho reflete numa especificidade mais tática, em que você e sua equipe se tornarão mestres conhecedores de determinadas etapas da “produção processual”.


Alan Vital

Alan Vital é Advogado e Programador Front End, com Pós graduação em Direito Digital e Compliance, especialista em Marketing Jurídico e Gestão de Escritórios Digitais, além de membro de comissões da OAB e da Jovem Advocacia. Consultor da ADVBOX.

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